Andrea Cantarelli

Consciência cidadã é aquela que vai além das fronteiras

estabelecidas a um só organismo, seja ele uma pessoa ou uma empresa. A dimensão desse entendimento aumenta proporcionalmente a partir de um olhar ampliado que deve incorporar cada vez mais contextos sociais e assumir funções e atitudes positivas em cada um deles. O resultado ideal deste modelo é o desenvolvimento contínuo e sustentável com organizações responsáveis socialmente. Para que exista um percentual aceitável de discernimento e atitude cidadã, o plano a ser traçado deve incluir os principais pilares representantes da sociedade, Público, Privado e Terceiro Setor.



Como uma colcha de retalhos, formada por vários tecidos que só fazem sentido quando costurados juntos, essas bases da sociedade devem estar conectadas para que se enxergue a real capacidade de transformação cidadã em uma organização, cidade, estado, ou país.


Segundo a Organização Internacional Não Governamental ISO, o ISO 26000 é um documento que referencia qualitativamente e internacionalmente padrões efetivos de Responsabilidade Social para os setores público ou privado. Serve como um guia para as empresas que pretendem operar num padrão internacional de Responsabilidade Social. O comprometimento de uma empresa, por exemplo, com o desenvolvimento social e ambiental é um dos principais meios para mensurar o desempenho referente à operacionalização do setor de Responsabilidade Social.


Para avaliação do grau de Responsabilidade Social de uma organização, considera-se o entendimento da empresa sobre conceitos, princípios e práticas no setor; além da análise de implantação e promoção de práticas sociais.


Outro alinhamento internacional que a empresa pode conectar com seu planejamento do setor de Responsabilidade Social são os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas elaborados em 2015 para os 15 anos seguintes - Agenda 2030. Cada objetivo tem sua particularidade e atendem a um propósito maior de fortalecer a paz universal com mais liberdade, além de identificar a erradicação da pobreza como “maior desafio global e requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.”



A partir do diagnóstico social e avaliação dos padrões e objetivos sociais alinhados à missão e visão da empresa, independente do porte da organização, um planejamento estruturado para a implantação ou melhoria do setor de Responsabilidade Social é crucial para a conquista da consciência cidadã da empresa, seus colaboradores, fornecedores, parceiros e clientes.


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Andrea Cantarelli

Acompanhando as notícias sobre o novo vírus que se espalhava na China em Janeiro, não podíamos imaginar que o resto do mundo enfrentaria a mesma realidade em tão pouco tempo. O primeiro sentimento foi o de sentir o absurdo na dor e desespero das pessoas que relatavam suas histórias em vários países e mandavam mensagens para o mundo através das redes sociais enquanto a doença se espalhava pelo mundo.


A narrativa poderia ser sobre um livro de ficção, pois, considerando os avanços na tecnologia em todo mundo, nunca esperávamos viver uma realidade como a que acompanhávamos ainda de longe até o primeiro caso de Covid-19 aparecer em São Paulo no final de Fevereiro. O melhor exemplo na literatura é o livro "A Peste" de Albert Cammus que escrevia sobre absurdos da vida diária e retratou a Peste Negra na sua obra de ficção em 1947. Ao ler alguns trechos do conto, eu poderia dizer que estava lendo as notícias absurdas do novo dia-a-dia no Brasil e no mundo.


E no meio do absurdo, resolvemos fazer nossa parte. Minha sócia, Karla, me ligou no início do mês de Abril com toda a ideia já pronta de uma campanha para doar máscaras de tecido para a população. Ela na linha de frente e eu cuidando da comunicação, começamos a Campanha Máscara para Todos.



Como empresa de Responsabilidade Social somos comprometidas com a transformação cidadã e impacto social; e diante da pandemia da Covid-19, criamos a Campanha Máscara para Todos que foi 100% voulntária para atender a urgente demanda de máscaras para a população carente e grupos de risco.


Na primeira fase, empresas e população fizeram doações; produzimos e distribuímos 102 mil máscaras em um mês para projetos sociais, moradores de rua, abrigos de idosos, hospitais, unidades de saúde, comunidades, mercados públicos e unidades Compaz da Prefeitura do Recife.





A segunda fase foi em parceria com o Governo do Estado de PE. Conseguimos um milhão de máscaras com o Itaú doadas pelo Todos Pela Saúde para o Governo de PE. A Regra3 fez a distribuição em projetos sociais, povos indígenas, terminais rodoviários e Municípios /Unidades Básicas de Saúde, em parceria com o Governo do Estado e apoio da empresa Ebrasil Energia.



O registro que não podemos deixar de fazer é sobre a imensa rede de voluntariado que se formou diante da pandemia. Nossa Campanha só foi um sucesso porque contamos com a divulgação de amigos e parceiros e também contamos com a doação de empresas e da sociedade que fizeram nosso sonho acontecer. Nosso agradecimento especial a todos que trabalharam conosco e que continuam na luta contra a doença e suas consequências.


Nosso mapa de distribuição das máscaras nas duas fases da campanha mostra a dimensão e impacto social que conseguimos alcançar e toda campanha foi



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